terça-feira, 12 de abril de 2016

sábado, 9 de abril de 2016

Av. Duque de Loulé PAPERS



 
Portugal dá benefícios fiscais aos empresários chineses; ou mesmo isenção de impostos. Portugal é um offshore da China.
 


BADAJOZ PAPERS



Tenho dois amigos que gastam muito gasóleo. Um deles vive na Raia e cultiva tremoços; o outro é motorista da transportadora Luís Simões. Ambos vão a Badajoz - de propósito ou de passagem - para encher o depósito da furgoneta (65 litros) ou do TIR 30 toneladas (500 litros). Quando os admoesto por não abastecerem em Portugal, faltando assim ao seu dever de pagar (mais) impostos eles dizem, olhando-me como a um animal bizarro: « - Tás parvo ou quê ? »
 
E pronto.
 


ROSSINI: uma CORRIDA EM OSSO KULTURAL ... ( * )



“William Tell” Overture (finale)
 

Stanley Kubrick "A clockwork orange"
 
 
* dedicado ao dr João Soares.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

joãozinho...


ontem,
 
...e hoje.
 

joãozinho, o demissionário.


 
... mesmo assim foi por "[...]  profunda solidariedade com o Governo e o primeiro-ministro" e porque "[...] não aceita prescindir do direito à expressão da opinião e palavra".
 
Edificante.


joãozinho, o esbofeteador.


 
Era sabido: João Soares é grosseiro e arrogante; a coisa ficou mais do que patente no lamentável episódio Lamas/CCB (apenas um da sequência crescente de má-criação e soberba protagonizada por Joãozinho desde que perdeu Lisboa). Desta vez, porém, o indivíduo (que por acaso é Ministro da Cultura) ameaça publicamente “com bofetadas” dois cronistas, seus críticos, que há muito o haviam sinteticamente classificado com acerto: Augusto M. Seabra e Vasco Pulido Valente.
É compreensível: João Soares não faz mais do que seguir a linha genética, à qual não consegue fugir, que lhe vem de seu pai Mário Alberto Nobre Lopes Soares e de seu primo Alfredo ‘Fredo’ Barroso – ambos com bastíssimas provas publicamente dadas de comportamento burgesso e de baixaria. E assim tem sido porque nesta Famiglia há a noção de legitimidade hereditária republicana que natural e impunemente lhes advém da categoria de deidades políticas e sociais (à qual foram elevados por um povo simples e servil): existe um limite de velocidade no Código da Estrada ?  Não interessa, ele não se aplica a Mário Soares; exige-se a um Chefe de Estado exemplo de cortesia e respeito pelas polícias que lhe garantem segurança ?   Não interessa, Soares vocifera alarvemente ‘ó sr guarda desapareça’;   É de bom tom ter maneiras à mesa e contenção educada no tratamento dado ao pessoal que o serve ?   Não interessa,  Soares dá ordens de boca cheia – cheio de desprezo social.
Mas João não é Mário, e nunca o será. João Soares é uma irrelevância política, quer dentro do PS quer fora dele; e só tem tido destaque por via do nome familiar. Até agora, a única intenção perceptível detectada no Ministro da Cultura foi a de promover sistematicamente os seus Irmãos da Loja ao entachamento organizado; e a de proferir fugazmente banalidades à entrada de exposições – sem qualquer programa ou rumo, como é natural num governo falido de dinheiro, de legitimidade, de ideias e que navega irresponsavelmente à vista.
Por muito menos, Carlos Borrego (secretário de estado de Cavaco) demitiu-se do cargo. Por manifesta falta de autodomínio e brejeirice parlamentar, Manuel Pinho (Ministro de Sócrates para a Linguagem Gestual) foi nesse mesmo dia exonerado. Se tal coisa tivesse ocorrido num governo de Direita ou de Santana Lopes (!) teria sido um vendaval esquerdista – irremediavelmente ofendido e clamando por sangue.
Mas com Soares e Costa não: basta um singelo e contrafeito ‘pedido de desculpas’. O Partido Comunista – não se sabe bem porquê – nada diz, e o PSD “acha que não há motivo para demissão”. Inconcebível.
Não chegam puxões de orelhas de Costa a Soares; não chegam desculpas balbuciadas que vêm tarde e sem convicção. Soares (uma inutilidade intelectual e culturalmente árido) acha-se manifestamente giro e com a licença parvamente queirosiana de prometer publicamente – hoje – bofetadas, como quem ameaçava no passado com bengaladas.
 
 
Vergonhoso e penosamente ridículo.


segunda-feira, 4 de abril de 2016

RIO 2016


 
 
É irónico ser no Rio, no Rio de Janeiro de Dilma e Lula e dos PTralhas; e de todos os corruptos brasileiros de ontem, de hoje e de amanhã; mas parece que é desta: o Comité Olímpico Internacional deliberou e estabeleceu que todas as amostras biológicas retiradas aos atletas, para efeitos de despiste do doping, serão "sequestradas de imediato pela tropa (polícia local ?!?), seladas e irão directamente dos Estádios ou Pavilhões para a Suiça" a fim de serem testadas.
O método anunciado já fez estragos e "baixas" entre as delegações: parece que, "escandalizados", os Russos não participarão nas Olimpíades do Rio. Julgo que iremos assistir a algumas surpresas no que diz respeito a records e superioridade tradicional de alguns países...  Quem sabe, talvez Portugal consiga trazer alguma medalha de Ouro.
 

FONSECA LEAKS & VIRGINDADES




O caso Panama Papers veio animar este amodorrado e escuro princípio de Abril. A coisa promete mais revelações escandalosas, à medida que o 'jornalismo' for digerindo este Maná informativo - bem caidinho do Céu para tiragens e edições online. É já certo que Putin, tal como Lula e Sócrates, "não tem nada em seu nome" e é apenas beneficiário da generosidade de amigos próximos e bem fixes - titulares, eles sim, das empresas offshore. Bem feitas as contas Sócrates "[...] não confiava no sistema interbancário" e nos Terabytes dos arquivos  porque, obviamente, a origem das suas mesaditas regulares (fotocópias...) era tudo menos clara; e o uso de João Perna aparentemente jamais poderia ser presa de um ataque informático... ; mas nem esse processozinho engenhoso de engenheiro estava isento de vulnerabilidades - daí a sua estadia de 10 meses na pildra.
Resta-nos esperar bovinamente o desenlace de todo este chavascal offshore. Seria bem engraçado e estimulante se se viesse a saber "que o PCP era o único dono de uma empresa offshore, com nome Foreward Comrad Investments, sediada nas Ilhas Virgens" (elas próprias, cada vez menos virgens).